
Você não acredita em deus, então como você nasceu? Como surgiu o mundo? Se você não acredita em deus, no que você acredita então? Você cultua o demônio?
Essas são algumas das estúpidas perguntas feitas por um teísta quando descobre que você é um ateísta. Saber o motivo pelo qual você não acredita em deus não basta. O teísta vai querer mostrar que você está errado e que ele é o dono da razão porque ele acredita em deus.
Esclarecendo ao teísta leigo, um ateísta não é um adorador do demônio e, o fato de discordarmos da existência de deus, não significa que odiamos ou somos perseguidores de pessoas religiosas. Já os teístas discriminam os ateístas e os vêem como pessoas inadequadas para o convívio em sociedade, condenando-os à morte em alguns lugares.
O ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus e da veracidade de qualquer religião, abandonando qualquer pensamento cético.
Aí vem o teísta com mais uma pergunta:
- E como você explica o motivo de estarmos aqui neste momento?
Eu te respondo como uma outra pergunta:
- O que você faria se descobrisse que deus nunca existiu?
Não satisfeito, ele te pergunta:
- Prova que deus não existe?
A não existência de deus é algo que não precisa ser provada porque, da maneira que é apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente auto-contraditória. É logicamente impossível provar à sua existência.
O grande mal do teísta é que ele é obrigado pelos pais e pelo grupo social em que vive a aceitar uma religião sem conhecê-la ou questioná-la – fato que acontece no catecismo, por exemplo. Desse modo ele cresce sem uma base de conhecimento que lhe permita argumentar ou questionar a não existência de deus, motivo pelo qual entendo a origem das estúpidas perguntas mencionadas acima. E dificilmente o teísta se permitirá questionar sobre sua crença, pois isso vai contra os princípios da sua religião que não tolera tal atitude. Questionar os ensinamentos bíblicos é um ato profano.
Enfim, jamais questione a posição de uma pessoa pelo fato dela contrariar aquilo que você acredita sem que você tenha conhecimento sobre aquilo que você acredita e aquilo que você desconhece.

