Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Documentários musicais na cidade de São Paulo

In-Edit, festival dedicado a documentários musicais criado em Barcelona em 2002, acontece pela primeira vez em São Paulo entre os dias 25 de junho e 5 de julho, e exibe 47 filmes, 29 estrangeiros e 16 brasileiros. Cinco salas de cinema exibirão 47 filmes, entre eles os documentários convidados "Cantoras do Rádio" e "Um Homem de Moral", além de quatro curtas, todos a preços populares. No dia 9 de julho, o festival segue para o Rio de Janeiro, no Cine Santa Teresa. Veja a programação no site do festival.

Até o dia 5 de julho em São Paulo, as salas do MIS (Museu da Imagem e do Som), HSBC Belas Artes, Galeria Olido, CineSesc e Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso exibem a programação. Dos 16 filmes nacionais exibidos, seis estarão em competição. O vencedor será decidido pelo voto popular e apresentado em Barcelona, em outubro.

Entre os filmes nacionais, há o documentário sobre Ratos de Porão, Bicho de Pé, a cena heavy metal de Minas Gerais, o movimento manguebeat e a história do compositor Jards Macalé. Elvis Presley, Ramones, Nina Simone, Public Enemy, Rolling Stones e Sigur Rós figuram entre a programação internacional.

O diretor espanhol Fernando Trueba vai apresentar seus filmes "El Milagro de Candeal" e "Calle 54" no sábado (27), no MIS, em São Paulo. No In-Edit também terá shows, palestras, debates e outras atividades.
Maiores informações, http://www.in-edit-brasil.com/

Vale lembrar que (iiiiiiiiirra! - foi mal, me empolguei aqui pq começou a tocar Bob Dylan na rádio, rsrs) os ingressos saem pela pequena bagatela de R$ 5,00 (meia entrada R$ 2,50).
Bem, eu estarei em alguma dessas salas.
Tenham todos um ótimo final de semana e divirtam-se.
Beijos e abraços, fiquem bem...

Obs.: agora se vc prefere ficar em casa assistindo a "pouca vergonha" do Sarney e seus companheiros..., um abraço!

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Enquanto isso...

video

"No Song Unheard", uma ótima baladinha da banda sueca Hellacopters pra quebrar um pouco desse silêncio. Gosto dessa música, é muito boa pra se ouvir logo pela manhã na hora de acordar, no banho, no café, quando você está se arrumando pra sair, indo pro trabalho, dentro do carro, dentro do ônibus - por favor, em volume baixo! -, andando pelas ruas, calçadas e esquinas. "No Song Unheard" também fica ótima num bom momento de curtição, seja rodeado de amigos ou sozinho.

Agora se você estiver passando por aqueles momentos de raiva ou aquela 'dor de cotovelo' ..., "No Song Unheard" também cai bem nessas horas - ainda mais acompanhado de uma cerveja bem gelada! "No Song Unheard" também cai bem naquela tarde de domingo que é sempre 'depre'. "No Song Unheard" é boa até pra namorar, trocar aquele carinho gostoso, entre outras coisas mais... Enfim, é música pra todos os momentos.

Divirtam-se com a música e não pensem que os suecos aqui vivem só de baladas. Conheci essa banda há pouco tempo, graças ao meu amigo 'Celsão' (baterista da banda The Pussymen) que trampa aqui na empresa.

E quem quizer me presentear com o cd do Hellacopters que tem essa música, sinta-se à vontade :)

Beijos e abraços, fiquem bem...

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

W:O:A 2009, 20th ANINVERSARY

















Fotos: Ralph Larmann
WACKEN OPEN AIR, o maior festival de Heavy Metal do mundo!
"E eu, o que faço com esses números?"
:(

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Errata:


No último post, "The Division Bell, fim", o nome "talking vox" foi escrito de maneira errada. O correto é "talk box".
O talk box é um dispositivo que sugere um efeito similar à de uma voz humana em intrumentos musicais. No caso do post anterior, David Gilmore faz uso desse dispositivo plugado em sua guitarra na música "Keep Talk" como foi dito.
O uso desse dispositivo também pode ser conferido na música "Livin On A Prayer" do Bon Jovi, aonde o guitarrista Richie Sambora faz uma boa performance com esse dispositivo. Maaaas para saber mais sobre o uso desse equipamento, procurem ouvir o guitarrista britânico Peter Frampton. Ele foi o primeiro guitarrista a usar um talk box plugado numa guitarra sendo imitado por outros guitarristas logo em seguida. Sendo mais direto, ouçam a música "Show Me The Way" aonde o uso do talk box é tocado claramente pelo guitarrista.
Mais um detalhe sobre o talk box, esse dispositivo não se limita apenas a guitarra. Ele também pode ser usado em outros instrumentos como um teclado ou um contrabaixo.
Dois detalhes: o guitarrista Peter Frampton faz parte da lista dos meus onze guitarristas preferidos; ah, seus pais irão gostar de saber que vocês andam escutando Peter Frampton :)
No mais, tenham todos um ótimo final de semana. O meu será! Show do Angra e do Sepultura em São Paulo, depois corro pra um niver - espero que dê tempo -, depois dia das mães...
A todas as mamães, Feliz dias das Mães! E pros filhos, nada de presentinho mais ou menos, rsrs.
Beijos e abraços, fiquem bem...

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

The Division Bell, FIM


A música, "Keep Talking", trata a fala como um fator fundamental às transformações que aconteceram e acontecem na humanidade, apontando uma grande preocupação quanto ao futuro da humanidade diante de tais transformações.
O mundo em que vivemos está em constante transformação e somos personagens ativos nisso, independente do tamanho do nosso papel. Cada ato, cada gesto ou cada palavra dita, pode despertar uma reação em massa sendo ela positiva ou negativa. Então, cabe a nós policiarmos tais atitudes para que a humanidade tome um curso satisfatório para todos.
De certa forma, é impossível ouvir "Keep Talking" e não lembrar do filme “Planeta dos Macacos”, de 1968 – caso você não tenha assistido, fica a sugestão, rsrs –. Os primeiros vinte e oito segundos da música têm uma certa sincronia com o filme, o restante da música então... Vendo a analogia entre ambos, é possível ver que ambos caminhão para uma única direção – ou não, talvez eu esteja viajando demais nisso tudo! –.
Continuando com "Keep Talking", aos dois minutos e quarenta e oito segundos David Gilmore mais uma vez surpreende com mais um de seus brilhantes solos. Mas o detalhe que mais me chama a atenção neste momento não é o solo em si e sim a quase imperceptível, porém marcante, presença que Richard Wright faz ao fundo, dando maior intensidade ao solo de guitarra com seus teclados. Em seguida, Richard Wright “sai de trás das cortinas” e nos leva a mais uma viagem em mais um solo – momento que me faz pensar seriamente quanto a psicodelia que citei em “Wearing The Inside Out” –.
A parte mais excitante da música é quando, aos quatro minutos e vinte e cinco segundos, David Gilmore passa a interagir com as backing vocals utilizando um “talking-vox” – putz! Ainda bem que o meu professor de guitarra, Antônio Silva, disse: “Escute isso, esses são os verdadeiros guitarristas que você precisa conhecer”, se referindo que eu deveria escutar guitarristas como BB. King, Jimi Hendrix, Ritchie Blackmores, Pepeu Gomes, Eric Clapton, David Gilmore, entre outros monstros da guitarra ao invés de tudo aquilo que eu escutava na época. Ufa! Ainda bem que eu segui seu conselho! Já pensou se eu resolvo não seguir seus conselhos? Talvez hoje eu estivesse tocando numa banda de... Esquece, deixa quieto, não precisamos ir tão longe, abafa o caso, rsrs –.
Voltando ao “talking-vox”, depois de interagir com as backing vocals, David Gilmore se separa delas e segue solando até o fim da música. Mas isso não acaba por aqui. Pois, eu preciso dizer: David Gilmore você é um fdp! Além de compor brilhantemente bem, ser um excelente cantor e um grande guitarrista – nota: David Gilmore faz parte da lista dos meus onze guitarristas favoritos –, você ainda tem o prazer de fazer essa inveja ao usar um “talking-vox” plugado em sua guitarra? Seu metido!
Só pra concluir, "Keep Talking" é a música que mais sintetiza a verdadeira proposta deste álbum, “The Division Bell”, que é a falta de comunicação entre as pessoas.

Continuando...
"Lost for Words" é bem curiosa. Sua melodia é tão suave que a sensação que se tem ao ouvi-la é a mesma de quando sonhamos que estamos voando. Um dos pontos que mais me atrai nela são os violões dobrados que talvez sejam os grandes responsáveis pela sua suave melodia. Por outro lado, se a levarmos ao pé da letra, seus últimos versos me fazem ver um suicídio, maaas melhor esquecermos esse lado.
"Lost for Words" é uma ótima música! Sempre lembro dos meus filhotes (Maradona, Aisha e Zeus) quando escuto essa música, ela arranca um sorriso e me faz olhar para o horizonte de cabeça erguida.
Ah, aos dois minutos e trinta e seis segundos, a música tem uma brusca parada. E aquela sensação de estar em pleno vôo passa ser uma desesperada queda livre, mas logo tudo volta ao normal, rsrs.

“High Hopes” pode ser descrita da seguinte forma,
“...Meados de 1940, da janela de um sobrado qualquer, numa cidadezinha qualquer, um pobre velho observa uma praça com o chão coberto de flores em pleno entardecer. Na praça, algumas crianças brincam enquanto alguns adultos se dirigem à igreja. Ao fundo, badaladas de sinos, alguns pássaros cantando, depois as badalas soam como se tivessem vindo de um único sino e os pássaros dão lugar a um zumbido de uma mosca. Em seguida, eis que surge Richard Wright para dar início ao momento mais sombrio deste álbum.
Ainda da janela, aquele pobre velho olha para o passado. Um adolescente apaixonado por uma linda jovem e cheio de sonhos, mas sua paixão e seus sonhos logo são interrompidos pela segunda guerra. Sua linda jovem teve a sua família assassinada por soldados, depois ela passou a ser constantemente violentada e estuprada pelos soldados. Enquanto o jovem apaixonado e cheio de sonhos, teve que se separar da sua família e do seu amor para defender o seu país.
Meses depois, o destino ainda deu aos dois um único encontro que logo fora interrompido por soldados. O adolescente apanhou até ficar desacordado. Ao acordar, encontrou o corpo da sua linda jovem morta ao seu lado. Antes de ser assassinada, sua linda jovem foi estuprada por três soldados.
Dali em diante, aquele adolescente cresceu vivendo num mundo sem sonhos. A única coisa boa que lhe restou na vida foi à lembrança do doce sorriso da sua linda jovem”.

E, assim, termino de contar à viagem que é escutar essa grande obra do Pink Floyd, “The Division Bell”. Tudo o que escrevi a respeito desse álbum é uma visão e compreensão bem particular. Espero que todos tenham gostado do que leram aqui e espero que todos tenham seguido a minha sugestão.

Obrigado pela paciência e por terem dedicado seu precioso tempo para ouvir um pouco desse meu silêncio.
Obrigado
Fabricante de Sonhos!


A todos um ótimo feriado e um ótimo final de semana!
Beijos e abraços, fiquem bem...

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

The Division Bell, parte II


“A Great Day From Freedom” começa com David Gilmore cantando junto com as notas do piano de Richard Wright – um detalhe curioso e particular é o fato de ver em mente a imagem de um velho barbado caminhando sobre as notas de piano –. Em seguida, me vejo preso numa imensa prisão a céu aberto, prisioneiro das minhas dúvidas e incertezas.
Conforme “A Great Day From Freedom” evolui, é como se eu crescesse junto a ela. Algo como ganhar forças para bater de frente com os meus carmas. Quando David Gilmore começa a solar em sua Fender Stratocaster – que, diga-se de passagem, é de um timbre inconfundível – é como se os enormes portões dessa prisão se abrissem, provocando uma ótima sensação de alívio...

“Wearing The Inside Out” talvez seja a música mais psicodélica desse álbum. Seus versos são uma profunda “reflexão de uma mente em coma” e Richard Wright os canta de maneira brilhante. Sua interpretação é tão profunda que ele consegue transmitir todo esse clima a ponto de te inserir pra dentro dessa mente em coma.
Quando as backing vocals entram em ação, a música fica mais interessante. Pois a interação entre o vocal principal e as backing vocals sugere um diálogo entre os pólos opostos dessa mente. E pra ressaltar ainda mais a presença significativa das backing vocals na música, notem que a música passa a ter uma pequena e significativa mudança em sua atmosfera – escutem e percebam –. As backing vocals dão a música uma certa sensualidade feminina que a leva para outros rumos, algo mais distante daquela morbidez que é sugerida no começo.
A letra, os arranjos de cada instrumento (teclado, baixo, guitarra, saxofone, a percussão adicional, a bateria sempre precisa e elegante de Nick Mason, enfim...), as vozes..., tudo isso se encaixa de maneira perfeita para que “Wearing The Inside Out” tenha uma atmosfera misteriosa. Essa música, assim como as outras, merece ser escutada com muita atenção.

Agora, por onde devo começar com “Take It back”? O que escrever sobre essa música? Quais pontos devo destacar dessa música?
Tisc, “Take It back” foi à primeira música que escutei desse álbum e, na época, foi à música que mais me chamou a atenção – ao lado de “Coming Back To Life” –.
Bem, “Take It back” é uma música simples, porém grandiosa. Talvez sua simplicidade se dê pelo fato de não haver um grande solo de guitarra – aliás, que fique bem claro: um solo de guitarra não é a parte mais importante de uma música! –, um teclado carregado de efeitos psicodélicos, uma linha de contrabaixo mais virtuosa ou até mesmo vocais excepcionais. O fato de não haver destaques entre esses pontos como se existisse uma competição entre os músicos – isso nunca foi o caso do Pink Floyd e, acreditem, algumas bandas compõem dessa maneira – faz com que eu veja a música como algo único e nada mais.
Ao contrário de “obras” feitas para se encaixar e agradar um determinado seguimento, “Take It back” é uma música feita para TODOS. Ela não tem sexo, cor, credo, idioma, pátria, ou seja, lá o que for. Ela consegue quebrar barreiras e preconceitos para atingir a todos de maneira única. A sensação de bem-estar que essa música desperta é mútua, é igual para todos que a escutam. E quando uma música alcança tamanha magnitude, ela se torna universal. E daí vem a sua grandiosidade!
Escutar “Take It back” é algo que me faz bem. Recomendo a todos que a escutem em volume alto para que outras pessoas se contagiem com tamanha diversão. Aliás, “Take It back” é uma boa trilha sonora para uma diversão entre pais e filhos.

Continuando..., para a alegria dos amantes de guitarra, chegamos a um dos pontos mais emocionantes do “The Divisioin Bell”, a música "Coming Back to Life". A música começa com um belo solo de guitarra que surge do nada para te salvar da morte. É como se você estivesse perdido, cansado, faminto, desmaiado, sem forças para respirar, enfim, nas últimas. Então, surge esse solo de guitarra vindo de uma Fender Stratocaster tocada lindamente por David Gilmore que, diga-se de passagem, me faz querer ter cada vez mais uma guitarra Fender Stratocaster.
A própria situação de escapar da morte está estampada no título da música que pode ser vista como uma luz no fim do túnel. Não sei como explicar, mas a guitarra surge como uma mão que puxa uma pessoa prestes a morrer afogada no fundo de uma piscina.

Bom, essa foi à segunda parte de uma viagem feita através do álbum “The Division Bell” do Pink Floyd. Espero que todos tenham gostado.
Mil desculpa pela demora, mas aconteceram algumas coisas e, por isso, acabei atrasando com este post. Semana que vem estarei postando a parte final dessa viagem. E sem falta!
No mais, gostaria de agradecer a Camila e a Laura pela paciência, cobrança e incentivo. Muito obrigado!

Tenham todos um ótimo feriado!
Beijos e abraços, fiquem bem...

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

The Division Bell, parte I


Quando o Pink Floyd lançou o álbum “The Division Bell”, eu tinha apenas 13 aninhos de idade, isso em 1994 – acalmem-se, não sou tão velho assim, rsrs –. E olha que, com essa idade, eu já era uma criança fascinada com o álbum “The Dark Side Of The Moom”.
Confesso que o “The Division Bell” não me chamou tanta atenção logo de cara, a exceção das músicas "Take It Back" e “Coming Back To Life” que foram as músicas que eu mais gostei. Mas tudo bem. Eu tinha apenas 13 anos de idade.
Hoje quando escuto esse álbum, os ouvidos são outros. Aquele adolescente empolgado e ingênuo com a música já não existe mais. Hoje quando escuto esse trabalho do Pink Floyd – assim como tantos outros – logo me deixo levar pela música. Algo como se eu tivesse sendo transportado para alguma parte dentro desse imenso universo que é a música.
Essa viagem começa com o início da primeira música, “The Cluster One”, que começa com um chiado que vai crescendo em meio ao vento e logo vai “tomando forma”. Com um minuto e quarenta e seis segundos, algumas notas de piano seguidas por outras notas de guitarra surgem no ar. Os dois instrumentos parecem conversar feito um casal de namorados que tenta se acertar para não se separar. À medida que a música avança, ou melhor, à medida que a conversa avança, notas de outros instrumentos surgem para dar um certo ar de segurança que dá à música um final de satisfação, sinônimo de tranqüilidade para quem a escuta.
Na segunda música, “What Do You Want From Me” de imediato me leva para dentro de uma boate de stripper cheia de mulheres profissionais do sexo, bailando seus corpos “sedentos de prazer” e atirando seus olhares em busca de dinheiro. Algumas vestidas, outras seminuas, outras completamente nuas e sorridentes com seu dinheiro em mãos. Ainda tem o álcool, a fumaça do cigarro, a mesa de sinuca, as pessoas conversando em voz alta e eu. E eu sozinho, sentando naquele balcão, tomando minha vodka com gelo, olhando as pessoas se divertindo à minha volta e “ouvindo” aquela linda profissional do sexo falando comigo. Ao mesmo tempo, longe dali. Pensando numa mulher. E me perguntando: “o que você quer de mim?”.
“What Do You Want From Me” é uma música que “tem o cheiro da noite”. Dentro da boate, me vejo questionando determinadas relações que estou vivendo num mundo bem longe dali. Sejam elas amorosas ou não. É algo que sempre faço quando as coisas saem do seu curso. De certa forma é importante. Talvez seja estranho. Ou não!
Bom, o fato é que, diante de tantas dúvidas e incertezas, às vezes, o melhor a fazer é dizer um “foda-se”, sorrir e seguir a vida, mesmo correndo o risco de sofrer. Aliás, tomei essa decisão há alguns meses e fui muito bem.
A terceira música, “Poles Apart”, é completamente o oposto de “What Do You Want From Me”, é leve – mesmo tendo um certo sermão –. A música começa baixinha, com o dedilhado feito num violão com cordas de aço que tem ao fundo um teclado, depois se ouvi o som de um contrabaixo que logo some para David Gilmore começar a cantar. A música me faz lembrar de algumas coisas que fiz e que, de certa forma, achava que fosse o certo. Uma delas foi achar que extremidades opostas jamais pudessem conviver juntas. Então, decidi manter uma dessas extremidades (eu) longe da outra. E, assim, segui durante quase doze anos.
Hoje, vejo o quanto fui idiota e quanto tempo desperdicei. Foi preciso passar quase doze anos para ver o quanto estava errado. Como diz a
Jennifer: “o tempo é quem tem as respostas”.
Os versos de “Poles Apart” soam como um puxão de orelha no meu ego e lembrar desse erro chega a me dar aquele sentimento de vergonha, entende? Mas longe do que possa parecer, “Poles Apart” não é uma música que me coloca pra baixo. Pelo contrário. É uma música que me traz um bem-estar. Talvez pelo fato d’eu ter reconhecido meu erro e ter prazer em me dar à chance de viver bem com o outro lado oposto que na verdade nunca foi oposto, rsrs.
“Poles Apart” também me faz pensar num monte de crianças brincando num parquinho que depois dão lugar a um circo colorido, porém vazio. Enfim, não dá pra explicar tudo.
A música termina com um lindo solo de guitarra. Aliás, estou me segurando para não fazer comentários quanto à brilhante atuação dos músicos.
Seguindo com o disco... Sabe aquela sensação que você sente ao entrar em contato com algo novo? Junto com essa sensação vem um pouco de medo misturado com uma grande ansiedade em querer ver, conhecer e viver. É como uma pessoa que viveu toda vida dentro de uma bolha e, de repente, vê que existe vida fora daquela bolha e que ela pode se libertar para conhecer o mundo lá fora. Ou algo como viajarmos universo a fora e conhecermos outros seres tão iguais a nós seres humanos. Enfim, essa é a sensação que a música “Marooned” me traz. Uma ótima música instrumental aonde David Gilmore empunhado da sua guitarra, uma Fender mod. Stratocaster, parece contar uma história. E olha vale a pena fechar os olhos para ouvir o que essa guitarra tem a contar, rsrs.


Bom, apenas sugeri um cd de maneira diferente, contando um pouco do que sinto quando escuto esse grande álbum do Pink Floyd, "The Division Bell", e nada mais. Poderia fazer isso usando alguns conhecimentos musicais que são mais técnicos, mas isso ficaria chato e fugiria da proposta.
Por se tratar de um texto grande, resolvi dividí-lo em três partes. Os próximos posts darão sequência as músicas restantes.
Espero que tenham gostado.
E pra quem ficou na vontade, caso você tenha uma Livraria Cultura perto de você, esse cd custa apenas R$ 13,00.

Beijos e abraços, fiquem bem...