
A música, "Keep Talking", trata a fala como um fator fundamental às transformações que aconteceram e acontecem na humanidade, apontando uma grande preocupação quanto ao futuro da humanidade diante de tais transformações.
O mundo em que vivemos está em constante transformação e somos personagens ativos nisso, independente do tamanho do nosso papel. Cada ato, cada gesto ou cada palavra dita, pode despertar uma reação em massa sendo ela positiva ou negativa. Então, cabe a nós policiarmos tais atitudes para que a humanidade tome um curso satisfatório para todos.
De certa forma, é impossível ouvir "Keep Talking" e não lembrar do filme “Planeta dos Macacos”, de 1968 – caso você não tenha assistido, fica a sugestão, rsrs –. Os primeiros vinte e oito segundos da música têm uma certa sincronia com o filme, o restante da música então... Vendo a analogia entre ambos, é possível ver que ambos caminhão para uma única direção – ou não, talvez eu esteja viajando demais nisso tudo! –.
Continuando com "Keep Talking", aos dois minutos e quarenta e oito segundos David Gilmore mais uma vez surpreende com mais um de seus brilhantes solos. Mas o detalhe que mais me chama a atenção neste momento não é o solo em si e sim a quase imperceptível, porém marcante, presença que Richard Wright faz ao fundo, dando maior intensidade ao solo de guitarra com seus teclados. Em seguida, Richard Wright “sai de trás das cortinas” e nos leva a mais uma viagem em mais um solo – momento que me faz pensar seriamente quanto a psicodelia que citei em “Wearing The Inside Out” –.
A parte mais excitante da música é quando, aos quatro minutos e vinte e cinco segundos, David Gilmore passa a interagir com as backing vocals utilizando um “talking-vox” – putz! Ainda bem que o meu professor de guitarra, Antônio Silva, disse: “Escute isso, esses são os verdadeiros guitarristas que você precisa conhecer”, se referindo que eu deveria escutar guitarristas como BB. King, Jimi Hendrix, Ritchie Blackmores, Pepeu Gomes, Eric Clapton, David Gilmore, entre outros monstros da guitarra ao invés de tudo aquilo que eu escutava na época. Ufa! Ainda bem que eu segui seu conselho! Já pensou se eu resolvo não seguir seus conselhos? Talvez hoje eu estivesse tocando numa banda de... Esquece, deixa quieto, não precisamos ir tão longe, abafa o caso, rsrs –.
Voltando ao “talking-vox”, depois de interagir com as backing vocals, David Gilmore se separa delas e segue solando até o fim da música. Mas isso não acaba por aqui. Pois, eu preciso dizer: David Gilmore você é um fdp! Além de compor brilhantemente bem, ser um excelente cantor e um grande guitarrista – nota: David Gilmore faz parte da lista dos meus onze guitarristas favoritos –, você ainda tem o prazer de fazer essa inveja ao usar um “talking-vox” plugado em sua guitarra? Seu metido!
Só pra concluir, "Keep Talking" é a música que mais sintetiza a verdadeira proposta deste álbum, “The Division Bell”, que é a falta de comunicação entre as pessoas.
Continuando...
"Lost for Words" é bem curiosa. Sua melodia é tão suave que a sensação que se tem ao ouvi-la é a mesma de quando sonhamos que estamos voando. Um dos pontos que mais me atrai nela são os violões dobrados que talvez sejam os grandes responsáveis pela sua suave melodia. Por outro lado, se a levarmos ao pé da letra, seus últimos versos me fazem ver um suicídio, maaas melhor esquecermos esse lado.
"Lost for Words" é uma ótima música! Sempre lembro dos meus filhotes (Maradona, Aisha e Zeus) quando escuto essa música, ela arranca um sorriso e me faz olhar para o horizonte de cabeça erguida.
Ah, aos dois minutos e trinta e seis segundos, a música tem uma brusca parada. E aquela sensação de estar em pleno vôo passa ser uma desesperada queda livre, mas logo tudo volta ao normal, rsrs.
“High Hopes” pode ser descrita da seguinte forma,
“...Meados de 1940, da janela de um sobrado qualquer, numa cidadezinha qualquer, um pobre velho observa uma praça com o chão coberto de flores em pleno entardecer. Na praça, algumas crianças brincam enquanto alguns adultos se dirigem à igreja. Ao fundo, badaladas de sinos, alguns pássaros cantando, depois as badalas soam como se tivessem vindo de um único sino e os pássaros dão lugar a um zumbido de uma mosca. Em seguida, eis que surge Richard Wright para dar início ao momento mais sombrio deste álbum.
Ainda da janela, aquele pobre velho olha para o passado. Um adolescente apaixonado por uma linda jovem e cheio de sonhos, mas sua paixão e seus sonhos logo são interrompidos pela segunda guerra. Sua linda jovem teve a sua família assassinada por soldados, depois ela passou a ser constantemente violentada e estuprada pelos soldados. Enquanto o jovem apaixonado e cheio de sonhos, teve que se separar da sua família e do seu amor para defender o seu país.
Meses depois, o destino ainda deu aos dois um único encontro que logo fora interrompido por soldados. O adolescente apanhou até ficar desacordado. Ao acordar, encontrou o corpo da sua linda jovem morta ao seu lado. Antes de ser assassinada, sua linda jovem foi estuprada por três soldados.
Dali em diante, aquele adolescente cresceu vivendo num mundo sem sonhos. A única coisa boa que lhe restou na vida foi à lembrança do doce sorriso da sua linda jovem”.
E, assim, termino de contar à viagem que é escutar essa grande obra do Pink Floyd, “The Division Bell”. Tudo o que escrevi a respeito desse álbum é uma visão e compreensão bem particular. Espero que todos tenham gostado do que leram aqui e espero que todos tenham seguido a minha sugestão.
Obrigado pela paciência e por terem dedicado seu precioso tempo para ouvir um pouco desse meu silêncio.
Obrigado Fabricante de Sonhos!
O mundo em que vivemos está em constante transformação e somos personagens ativos nisso, independente do tamanho do nosso papel. Cada ato, cada gesto ou cada palavra dita, pode despertar uma reação em massa sendo ela positiva ou negativa. Então, cabe a nós policiarmos tais atitudes para que a humanidade tome um curso satisfatório para todos.
De certa forma, é impossível ouvir "Keep Talking" e não lembrar do filme “Planeta dos Macacos”, de 1968 – caso você não tenha assistido, fica a sugestão, rsrs –. Os primeiros vinte e oito segundos da música têm uma certa sincronia com o filme, o restante da música então... Vendo a analogia entre ambos, é possível ver que ambos caminhão para uma única direção – ou não, talvez eu esteja viajando demais nisso tudo! –.
Continuando com "Keep Talking", aos dois minutos e quarenta e oito segundos David Gilmore mais uma vez surpreende com mais um de seus brilhantes solos. Mas o detalhe que mais me chama a atenção neste momento não é o solo em si e sim a quase imperceptível, porém marcante, presença que Richard Wright faz ao fundo, dando maior intensidade ao solo de guitarra com seus teclados. Em seguida, Richard Wright “sai de trás das cortinas” e nos leva a mais uma viagem em mais um solo – momento que me faz pensar seriamente quanto a psicodelia que citei em “Wearing The Inside Out” –.
A parte mais excitante da música é quando, aos quatro minutos e vinte e cinco segundos, David Gilmore passa a interagir com as backing vocals utilizando um “talking-vox” – putz! Ainda bem que o meu professor de guitarra, Antônio Silva, disse: “Escute isso, esses são os verdadeiros guitarristas que você precisa conhecer”, se referindo que eu deveria escutar guitarristas como BB. King, Jimi Hendrix, Ritchie Blackmores, Pepeu Gomes, Eric Clapton, David Gilmore, entre outros monstros da guitarra ao invés de tudo aquilo que eu escutava na época. Ufa! Ainda bem que eu segui seu conselho! Já pensou se eu resolvo não seguir seus conselhos? Talvez hoje eu estivesse tocando numa banda de... Esquece, deixa quieto, não precisamos ir tão longe, abafa o caso, rsrs –.
Voltando ao “talking-vox”, depois de interagir com as backing vocals, David Gilmore se separa delas e segue solando até o fim da música. Mas isso não acaba por aqui. Pois, eu preciso dizer: David Gilmore você é um fdp! Além de compor brilhantemente bem, ser um excelente cantor e um grande guitarrista – nota: David Gilmore faz parte da lista dos meus onze guitarristas favoritos –, você ainda tem o prazer de fazer essa inveja ao usar um “talking-vox” plugado em sua guitarra? Seu metido!
Só pra concluir, "Keep Talking" é a música que mais sintetiza a verdadeira proposta deste álbum, “The Division Bell”, que é a falta de comunicação entre as pessoas.
Continuando...
"Lost for Words" é bem curiosa. Sua melodia é tão suave que a sensação que se tem ao ouvi-la é a mesma de quando sonhamos que estamos voando. Um dos pontos que mais me atrai nela são os violões dobrados que talvez sejam os grandes responsáveis pela sua suave melodia. Por outro lado, se a levarmos ao pé da letra, seus últimos versos me fazem ver um suicídio, maaas melhor esquecermos esse lado.
"Lost for Words" é uma ótima música! Sempre lembro dos meus filhotes (Maradona, Aisha e Zeus) quando escuto essa música, ela arranca um sorriso e me faz olhar para o horizonte de cabeça erguida.
Ah, aos dois minutos e trinta e seis segundos, a música tem uma brusca parada. E aquela sensação de estar em pleno vôo passa ser uma desesperada queda livre, mas logo tudo volta ao normal, rsrs.
“High Hopes” pode ser descrita da seguinte forma,
“...Meados de 1940, da janela de um sobrado qualquer, numa cidadezinha qualquer, um pobre velho observa uma praça com o chão coberto de flores em pleno entardecer. Na praça, algumas crianças brincam enquanto alguns adultos se dirigem à igreja. Ao fundo, badaladas de sinos, alguns pássaros cantando, depois as badalas soam como se tivessem vindo de um único sino e os pássaros dão lugar a um zumbido de uma mosca. Em seguida, eis que surge Richard Wright para dar início ao momento mais sombrio deste álbum.
Ainda da janela, aquele pobre velho olha para o passado. Um adolescente apaixonado por uma linda jovem e cheio de sonhos, mas sua paixão e seus sonhos logo são interrompidos pela segunda guerra. Sua linda jovem teve a sua família assassinada por soldados, depois ela passou a ser constantemente violentada e estuprada pelos soldados. Enquanto o jovem apaixonado e cheio de sonhos, teve que se separar da sua família e do seu amor para defender o seu país.
Meses depois, o destino ainda deu aos dois um único encontro que logo fora interrompido por soldados. O adolescente apanhou até ficar desacordado. Ao acordar, encontrou o corpo da sua linda jovem morta ao seu lado. Antes de ser assassinada, sua linda jovem foi estuprada por três soldados.
Dali em diante, aquele adolescente cresceu vivendo num mundo sem sonhos. A única coisa boa que lhe restou na vida foi à lembrança do doce sorriso da sua linda jovem”.
E, assim, termino de contar à viagem que é escutar essa grande obra do Pink Floyd, “The Division Bell”. Tudo o que escrevi a respeito desse álbum é uma visão e compreensão bem particular. Espero que todos tenham gostado do que leram aqui e espero que todos tenham seguido a minha sugestão.
Obrigado pela paciência e por terem dedicado seu precioso tempo para ouvir um pouco desse meu silêncio.
Obrigado Fabricante de Sonhos!
A todos um ótimo feriado e um ótimo final de semana!
Beijos e abraços, fiquem bem...
