
Quando o Pink Floyd lançou o álbum “The Division Bell”, eu tinha apenas 13 aninhos de idade, isso em 1994 – acalmem-se, não sou tão velho assim, rsrs –. E olha que, com essa idade, eu já era uma criança fascinada com o álbum “The Dark Side Of The Moom”.
Confesso que o “The Division Bell” não me chamou tanta atenção logo de cara, a exceção das músicas "Take It Back" e “Coming Back To Life” que foram as músicas que eu mais gostei. Mas tudo bem. Eu tinha apenas 13 anos de idade.
Hoje quando escuto esse álbum, os ouvidos são outros. Aquele adolescente empolgado e ingênuo com a música já não existe mais. Hoje quando escuto esse trabalho do Pink Floyd – assim como tantos outros – logo me deixo levar pela música. Algo como se eu tivesse sendo transportado para alguma parte dentro desse imenso universo que é a música.
Essa viagem começa com o início da primeira música, “The Cluster One”, que começa com um chiado que vai crescendo em meio ao vento e logo vai “tomando forma”. Com um minuto e quarenta e seis segundos, algumas notas de piano seguidas por outras notas de guitarra surgem no ar. Os dois instrumentos parecem conversar feito um casal de namorados que tenta se acertar para não se separar. À medida que a música avança, ou melhor, à medida que a conversa avança, notas de outros instrumentos surgem para dar um certo ar de segurança que dá à música um final de satisfação, sinônimo de tranqüilidade para quem a escuta.
Na segunda música, “What Do You Want From Me” de imediato me leva para dentro de uma boate de stripper cheia de mulheres profissionais do sexo, bailando seus corpos “sedentos de prazer” e atirando seus olhares em busca de dinheiro. Algumas vestidas, outras seminuas, outras completamente nuas e sorridentes com seu dinheiro em mãos. Ainda tem o álcool, a fumaça do cigarro, a mesa de sinuca, as pessoas conversando em voz alta e eu. E eu sozinho, sentando naquele balcão, tomando minha vodka com gelo, olhando as pessoas se divertindo à minha volta e “ouvindo” aquela linda profissional do sexo falando comigo. Ao mesmo tempo, longe dali. Pensando numa mulher. E me perguntando: “o que você quer de mim?”.
“What Do You Want From Me” é uma música que “tem o cheiro da noite”. Dentro da boate, me vejo questionando determinadas relações que estou vivendo num mundo bem longe dali. Sejam elas amorosas ou não. É algo que sempre faço quando as coisas saem do seu curso. De certa forma é importante. Talvez seja estranho. Ou não!
Bom, o fato é que, diante de tantas dúvidas e incertezas, às vezes, o melhor a fazer é dizer um “foda-se”, sorrir e seguir a vida, mesmo correndo o risco de sofrer. Aliás, tomei essa decisão há alguns meses e fui muito bem.
A terceira música, “Poles Apart”, é completamente o oposto de “What Do You Want From Me”, é leve – mesmo tendo um certo sermão –. A música começa baixinha, com o dedilhado feito num violão com cordas de aço que tem ao fundo um teclado, depois se ouvi o som de um contrabaixo que logo some para David Gilmore começar a cantar. A música me faz lembrar de algumas coisas que fiz e que, de certa forma, achava que fosse o certo. Uma delas foi achar que extremidades opostas jamais pudessem conviver juntas. Então, decidi manter uma dessas extremidades (eu) longe da outra. E, assim, segui durante quase doze anos.
Hoje, vejo o quanto fui idiota e quanto tempo desperdicei. Foi preciso passar quase doze anos para ver o quanto estava errado. Como diz a Jennifer: “o tempo é quem tem as respostas”.
Os versos de “Poles Apart” soam como um puxão de orelha no meu ego e lembrar desse erro chega a me dar aquele sentimento de vergonha, entende? Mas longe do que possa parecer, “Poles Apart” não é uma música que me coloca pra baixo. Pelo contrário. É uma música que me traz um bem-estar. Talvez pelo fato d’eu ter reconhecido meu erro e ter prazer em me dar à chance de viver bem com o outro lado oposto que na verdade nunca foi oposto, rsrs.
“Poles Apart” também me faz pensar num monte de crianças brincando num parquinho que depois dão lugar a um circo colorido, porém vazio. Enfim, não dá pra explicar tudo.
A música termina com um lindo solo de guitarra. Aliás, estou me segurando para não fazer comentários quanto à brilhante atuação dos músicos.
Seguindo com o disco... Sabe aquela sensação que você sente ao entrar em contato com algo novo? Junto com essa sensação vem um pouco de medo misturado com uma grande ansiedade em querer ver, conhecer e viver. É como uma pessoa que viveu toda vida dentro de uma bolha e, de repente, vê que existe vida fora daquela bolha e que ela pode se libertar para conhecer o mundo lá fora. Ou algo como viajarmos universo a fora e conhecermos outros seres tão iguais a nós seres humanos. Enfim, essa é a sensação que a música “Marooned” me traz. Uma ótima música instrumental aonde David Gilmore empunhado da sua guitarra, uma Fender mod. Stratocaster, parece contar uma história. E olha vale a pena fechar os olhos para ouvir o que essa guitarra tem a contar, rsrs.
Confesso que o “The Division Bell” não me chamou tanta atenção logo de cara, a exceção das músicas "Take It Back" e “Coming Back To Life” que foram as músicas que eu mais gostei. Mas tudo bem. Eu tinha apenas 13 anos de idade.
Hoje quando escuto esse álbum, os ouvidos são outros. Aquele adolescente empolgado e ingênuo com a música já não existe mais. Hoje quando escuto esse trabalho do Pink Floyd – assim como tantos outros – logo me deixo levar pela música. Algo como se eu tivesse sendo transportado para alguma parte dentro desse imenso universo que é a música.
Essa viagem começa com o início da primeira música, “The Cluster One”, que começa com um chiado que vai crescendo em meio ao vento e logo vai “tomando forma”. Com um minuto e quarenta e seis segundos, algumas notas de piano seguidas por outras notas de guitarra surgem no ar. Os dois instrumentos parecem conversar feito um casal de namorados que tenta se acertar para não se separar. À medida que a música avança, ou melhor, à medida que a conversa avança, notas de outros instrumentos surgem para dar um certo ar de segurança que dá à música um final de satisfação, sinônimo de tranqüilidade para quem a escuta.
Na segunda música, “What Do You Want From Me” de imediato me leva para dentro de uma boate de stripper cheia de mulheres profissionais do sexo, bailando seus corpos “sedentos de prazer” e atirando seus olhares em busca de dinheiro. Algumas vestidas, outras seminuas, outras completamente nuas e sorridentes com seu dinheiro em mãos. Ainda tem o álcool, a fumaça do cigarro, a mesa de sinuca, as pessoas conversando em voz alta e eu. E eu sozinho, sentando naquele balcão, tomando minha vodka com gelo, olhando as pessoas se divertindo à minha volta e “ouvindo” aquela linda profissional do sexo falando comigo. Ao mesmo tempo, longe dali. Pensando numa mulher. E me perguntando: “o que você quer de mim?”.
“What Do You Want From Me” é uma música que “tem o cheiro da noite”. Dentro da boate, me vejo questionando determinadas relações que estou vivendo num mundo bem longe dali. Sejam elas amorosas ou não. É algo que sempre faço quando as coisas saem do seu curso. De certa forma é importante. Talvez seja estranho. Ou não!
Bom, o fato é que, diante de tantas dúvidas e incertezas, às vezes, o melhor a fazer é dizer um “foda-se”, sorrir e seguir a vida, mesmo correndo o risco de sofrer. Aliás, tomei essa decisão há alguns meses e fui muito bem.
A terceira música, “Poles Apart”, é completamente o oposto de “What Do You Want From Me”, é leve – mesmo tendo um certo sermão –. A música começa baixinha, com o dedilhado feito num violão com cordas de aço que tem ao fundo um teclado, depois se ouvi o som de um contrabaixo que logo some para David Gilmore começar a cantar. A música me faz lembrar de algumas coisas que fiz e que, de certa forma, achava que fosse o certo. Uma delas foi achar que extremidades opostas jamais pudessem conviver juntas. Então, decidi manter uma dessas extremidades (eu) longe da outra. E, assim, segui durante quase doze anos.
Hoje, vejo o quanto fui idiota e quanto tempo desperdicei. Foi preciso passar quase doze anos para ver o quanto estava errado. Como diz a Jennifer: “o tempo é quem tem as respostas”.
Os versos de “Poles Apart” soam como um puxão de orelha no meu ego e lembrar desse erro chega a me dar aquele sentimento de vergonha, entende? Mas longe do que possa parecer, “Poles Apart” não é uma música que me coloca pra baixo. Pelo contrário. É uma música que me traz um bem-estar. Talvez pelo fato d’eu ter reconhecido meu erro e ter prazer em me dar à chance de viver bem com o outro lado oposto que na verdade nunca foi oposto, rsrs.
“Poles Apart” também me faz pensar num monte de crianças brincando num parquinho que depois dão lugar a um circo colorido, porém vazio. Enfim, não dá pra explicar tudo.
A música termina com um lindo solo de guitarra. Aliás, estou me segurando para não fazer comentários quanto à brilhante atuação dos músicos.
Seguindo com o disco... Sabe aquela sensação que você sente ao entrar em contato com algo novo? Junto com essa sensação vem um pouco de medo misturado com uma grande ansiedade em querer ver, conhecer e viver. É como uma pessoa que viveu toda vida dentro de uma bolha e, de repente, vê que existe vida fora daquela bolha e que ela pode se libertar para conhecer o mundo lá fora. Ou algo como viajarmos universo a fora e conhecermos outros seres tão iguais a nós seres humanos. Enfim, essa é a sensação que a música “Marooned” me traz. Uma ótima música instrumental aonde David Gilmore empunhado da sua guitarra, uma Fender mod. Stratocaster, parece contar uma história. E olha vale a pena fechar os olhos para ouvir o que essa guitarra tem a contar, rsrs.
Bom, apenas sugeri um cd de maneira diferente, contando um pouco do que sinto quando escuto esse grande álbum do Pink Floyd, "The Division Bell", e nada mais. Poderia fazer isso usando alguns conhecimentos musicais que são mais técnicos, mas isso ficaria chato e fugiria da proposta.
Por se tratar de um texto grande, resolvi dividí-lo em três partes. Os próximos posts darão sequência as músicas restantes.
Espero que tenham gostado.
E pra quem ficou na vontade, caso você tenha uma Livraria Cultura perto de você, esse cd custa apenas R$ 13,00.
Beijos e abraços, fiquem bem...


