Por volta do meio dia de hoje fui até a drogaria mais próxima de casa. Enquanto caminhava, pessei por dois policiais militares, sendo que um deles me olhou completamente desconfiado. Na hora, falei comigo mesmo: “Ele voltará”. Bom, cerca de dois minutos depois, uma viatura da polícia militar parou do meu lado com dois policiais. Um dos policiais já desceu do carro segurando uma pistola e, logo em seguida, o segundo policial também desceu do carro segurando uma pistola.
Na hora, já olhei pra um dos policiais com um sorriso irônico no rosto – detalhe: nessas horas eu realmente sou irônico e qualquer dia pagarei caro por isso! – e disse em voz alta: “Nossa, rsrs”. Um dos policiais me abordou, pediu para que eu levantasse as mãos e fez aquela revista nada delicada – outro detalhe: isso tudo acontecendo a poucos metros de casa e com as pessoas passando e vendo tudo! -.
Bom, enquanto um policial me revistava, o segundo policial ficou fazendo perguntas do tipo: “O que você está fazendo aqui? Aonde você vai? Aonde você mora”? Entre outras perguntas. E respondi todas as perguntas com o mesmo sorriso irônico estampado no rosto. Até que ele me perguntou: “Você já teve passagem pela polícia?”
A minha revolta já era tanta que não resisti e respondi num tom de voz nada agradável: “Esse momento vergonhoso pelo qual estou passando neste exato momento é o primeiro contato que tenho com a polícia”. Lógico que ele não gostou nenhum pouco da minha ironia e repetiu a pergunta. E respondi: “Acho que isso foi uma resposta”. E ele, novamente, fez a mesma pergunta, só que agora num tom de voz alterado. E eu disse: “Não”.
Em seguida, ele comentou: “Isso é bom”.
Depois disso, pediram meu RG, anotaram meu nome e devolveram o documento dizendo: “Essa abordagem é pra sua própria segurança”.
Em seguida, segui meu caminho sem esperar que eles falassem algo do tipo: “Pode ir”.
A minha revolta
Assim como você, eu trabalho e sou obrigado a pagar vários impostos num país que sempre disseram ser uma “democracia” – eu sempre contrariei essa idéia! –. E pra que eu pago esses malditos impostos?
Pra dois policiais militares FDP virem até a mim e, com uma pistola em punhos, me abordarem feito um bandido? E ainda terem a cara de pau de dizer que isso foi uma atitude para a minha própria segurança?
Vivemos num país que não tem a mínima preocupação com a educação, saúde e segurança da sua população. E a população brasileira - que pensa que futebol é tudo nessa vida! – é tão responsável por esses problemas quanto os políticos que deveriam fazer algo para o benefício dessa população.
Sempre olhei para um policial da mesma maneira que vejo um político que, por sua vez, sempre o vi da mesma maneira quando olho para um bandido no jornal. O olhar de desconfiança é igual para todos!
Sou e sempre serei uma pessoa de boa índole. Aliás, sou correto até demais! E não aceito que, seja quem for, venha até a mim segurando uma arma na mão para me abordar. Não te dou o direito de tirar conclusões a meu respeito até que você realmente saiba quem eu sou? Tenho respeito e exijo que tenham respeito por mim.






